23 de outubro de 2011

Atividades acadêmicas e debates sobre a profissão marcam comemorações alusivas ao Dia do Arquivista na UEPB

DSC02650Com a participação efetiva de estudantes e professores de Arquivologia, o Campus V da Universidade Estadual da Paraíba, realizou na última semana uma série de atividades alusivas ao Dia do Arquivista, comemorado em todo o país no dia 20 de outubro.

Na terça-feira (18) uma comissão formada pelos professores Eutrópio Bezerra, ministrante do componente curricular “Política de preservação e conservação de documentos arquivísticos”, Maria José Cordeiro de Lima, responsável pela disciplina “Gestão de serviços arquivísticos” e Esmeralda Porfírio Sales, que ministra o componente “Fontes de Informação”, além de um grupo de 40 alunos do 6º e 8º período do curso de Arquivologia da UEPB, esteve no Laboratório de Restauração (LABRE) da UFRN e Arquivo Público Estadual do Rio Grande do Norte, realizando uma visita técnica.

Na ocasião a equipe pôde averiguar as políticas de preservação e conservação de documentos utilizadas nestes espaços, proporcionando aos alunos um maior conhecimento técnico e o contato com outra realidade de trabalho.


Mnemozýne


DSC02647Emoção e percepção crítica foram os principais elementos que compuseram a exibição do filme “Uma vida iluminada”, na sessão especial do projeto Cineclube Mnemozýne em homenagem ao Dia do Arquivista, realizada na quinta-feira, às 8h.

Sob a coordenação do professor Vancarder Brito o projeto é vinculado ao Programa “Informação e cognição: socializando conteúdos informacionais articulados ao saber, à cultura e memória”, que conta com supervisão da professora Maria José Cordeiro de Lima.
O longa-metragem narra história de um colecionador que viaja pela Ucrania tentando reexplorar o passado de sua família e de seus antepassados, ao mesmo tempo em que descobre segredos sobre a ocupação nazista e a cumplicidade do governo ucraniano da época. Após a exibição foi realizado um debate sobre a obra.


Ética da informação


DSC02664A noite da quinta-feira, contou com a palestra “Ética da informação na sociedade em rede”, tema abordado pela professora da UFPB Isa Maria Freire, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Ciência da Informação, entidade de destaque nacional com a finalidade de acompanhar e estimular as atividades de ensino de pós-graduação e de pesquisa em Ciência da Informação em todo o Brasil.

De acordo com a professora Isa Freire este tema já havia foi tratado em algumas de suas publicações devido à necessidade de que os profissionais da informação estejam atualizados à nova realidade da profissão, que envolve as redes de comunicação e requer um posicionamento ético por parte destes. “Nós vivemos hoje numa sociedade em que tudo está interligado e nós profissionais da informação temos uma responsabilidade ética e social nesse processo todo”, explica a professora.

Na oportunidade, a professora Isa lembrou que já havia estado em alguns outros eventos do curso de Arquivologia da UEPB e tem recebido muitos alunos da Instituição em oficinas de criatividade científica que preparam estudantes para o Mestrado em Ciência da Informação.

Sobre o futuro da profissão, professora Isa destacou que há um cenário promissor para os arquivistas que estão concluindo as graduações agora. Ela afirmou que a tendência é de uma grande oferta de vagas no mercado de trabalho, já que as instituições estão alertando para a necessidade de contratação de arquivistas como forma de melhorar o crescimento das empresas.

DSC02658Já o coordenador do curso de Arquivologia da UEPB, professor José Washington de Morais, avaliou o panorama atual desta área no Estado da Paraíba e enfatizou a necessidade que os estudantes saibam que a formação destes deve ir além da organização de documentos e arquivos, sendo necessária a implantação de uma política da informação que desfavoreça as formas de violência simbólica ressaltando a responsabilidade social da profissão.

“Os profissionais da Arquivologia devem se empenhar para que os arquivos e bibliotecas do país sejam abertos ao cidadão que deles necessitam, caso contrário estaremos reforçando uma forma de violência. Esse é um ponto importante de se lembrar. Com relação à Paraíba, nós temos um curso que promete muito para um Estado pobre como este. Apesar disso, João Pessoa conta com duas graduações em Arquivologia oferecidos por universidades públicas, algo que não ocorre no país. Então, estamos no caminho certo para favorecer a democratização desta informação, formando profissionais habilitados para isso. E as perspectivas futuras são as melhores neste sentido”, avaliou professor Washington.

Tal pensamento é complementado pela coordenadora adjunta do curso de Arquivologia, professora Maria José Cordeiro de Lima, que suscitou ainda um debate sobre questão da falta de políticas públicas voltadas à questão da informação arquivística. “A criação de políticas voltadas aos arquivos é uma necessidade urgente, porque o que nós encontramos é a memória acabando em meio à poeira do descaso. E o nosso futuro arquivista ele sai da universidade com conhecimento da responsabilidade social que vai além da técnica, esse é nosso foco de ação”, destaca.

Na ocasião foram ressaltadas as conquistas alcançadas pelo curso de Arquivologia da UEPB ao longo destes cinco anos desde a fundação, dentre estes a aquisição de melhores instalações, com laboratórios mais adequados às atividades acadêmicas, contratação de professores qualificados, e com a aprovação de muitos alunos oriundos da graduação da UEPB em concursos por todo o país. “Este é o termômetro de que estamos no caminho certo”, comemora a professora Maria José.

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